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Operação mira quadrilha que lavava dinheiro do tráfico em revendas de carros no RS; homem preso na Bolívia comandava esquema da cadeia

Quadrilha usava revendas de carros para lavar dinheiro do tráfico no RS A Polícia Civil prendeu 20 pessoas durante uma operação contra tráfico de armas, dr...

Operação mira quadrilha que lavava dinheiro do tráfico em revendas de carros no RS; homem preso na Bolívia comandava esquema da cadeia
Operação mira quadrilha que lavava dinheiro do tráfico em revendas de carros no RS; homem preso na Bolívia comandava esquema da cadeia (Foto: Reprodução)

Quadrilha usava revendas de carros para lavar dinheiro do tráfico no RS A Polícia Civil prendeu 20 pessoas durante uma operação contra tráfico de armas, drogas e lavagem de dinheiro na manhã desta terça-feira (2), na Região Metropolitana de Porto Alegre. Um dos alvos é Juliano Biron, apontado como chefe da organização criminosa e ligado a uma facção considerado braço do PCC no Rio Grande do Sul. Segundo a polícia, Biron comandava o esquema de dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC). Ele esteve foragido após ter sido condenado pela morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, em julho de 2015, mas foi capturado em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em setembro do ano passado. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A ofensiva desta terça aconteceu em Porto Alegre, Cachoeirinha, Gravataí, Canoas e Cidreira, no Litoral Norte. Uma servidora que ocupava um cargo de confiança na Prefeitura de Cachoeirinha também foi presa. O g1 entrou em contato com a administração do município, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Na ação, foram apreendidos R$ 13 milhões em patrimônio, incluindo casas de alto padrão, oito carros e uma moto aquática. A Justiça deferiu 92 medidas cautelares contra a quadrilha. Segundo o diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), delegado Carlos Wendt, o grupo utilizava revendas de veículos para lavar o dinheiro do tráfico. A organização criminosa também registrava falsos furtos de armas legalizadas para vendê-las no mercado clandestino. A investigação, que durou um ano e meio, também apurou que a quadrilha emprestava dinheiro a juros abusivos e fazia ameaças para cobrar as dívidas. Juliano Biron foi preso em Santa Cruz de la Sierra Divulgação/Polícia boliviana Biron preso na Bolívia Juliano Biron era considerado foragido e tinha quatro mandados de prisão em aberto no Brasil. Ele foi localizado por agentes da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN) da Bolívia, em 2025, após um alerta vermelho da Interpol. Segundo a Polícia Civil do RS, Juliano usava documentos falsos para viver num condomínio de luxo em Santa Cruz de La Sierra. Biron se apresentava como João Paulo Zucco, natural de Santa Catarina, e tentava renovar a identidade de estrangeiro. Morte de fotógrafo Biron foi condenado em 2020 pelo homicídio do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni. O crime aconteceu em julho de 2015, em Canoas. A vítima foi torturada e morta com 19 tiros na Praia do Paquetá, após entrar em luta corporal com Biron e uma mulher. Conforme a polícia, o fotógrafo manteve um relacionamento com a namorada de Biron na época. A investigação apontou que José desconhecia a relação. Ele foi vítima de uma armadilha, arquitetada pela suspeita. Na ocasião, a mulher atraiu o fotógrafo para dentro de um carro onde o criminoso estava escondido. Em 2023, a mulher foi levada a júri e absolvida das acusações. José Gustavo trabalhou como fotógrafo do Palácio Piratini durante o mandato do ex-governador Tarso Genro e atuava em uma produtora de eventos. José Gustavo foi encontrado morto em Canoas em julho de 2015 Reprodução/Redes sociais Grupo utilizava revendas de veículos para lavar dinheiro do tráfico Ronaldo Bernardi/Agência RBS VÍDEOS: Tudo sobre o RS